Mel:

De laranjeira, eucalipto, silvestre. O mel tem origem de mais de 2500 tipos de flores de plantas diferentes, o que faz com que apresente peculiaridades. È o aroma, a cor, a densidade e mais uma porção de propriedades extraídas das fontes polinizadoras - de onde vêm os néctares visitados pelas abelhas. Para melhor classificar o mel, a Confederação Brasileira de Apicultura o qualifica quanto à origem em:

Mel de Flores, Uni, Multi ou Polifloral;
Mel de Melato, obtido a partir da secreção de partes vivas de plantas ou insetos.
Ainda, através do aroma e do gosto é possível tipicar o produto. Os méis escuros, por exemplo, costumam ser mais ricos em minerais e possuem cheiro e sabor mais acentuados. Os claros podem não apresentar tantos minerais, mas seu paladar é mais suave.

Energia imediata! Essa é a sensação que o organismo humano tem quando se delicia do mel, essa importante fonte de alimentação fornecida pelas abelhas. Cercado de mitos que a ele atribuem propriedades farmacológicas, o produto seduzido o homem desde a antiguidade.

O mel é considerado um dos alimentos mais puros da natureza e apresenta riqueza de elementos em sua composição. Bastante agua, glicose, frutose, sacarose e maltose, sais minerais, vitaminas, enzimas, proteínas, ácidos, aminoácidos e fermento.

A presença dessa quantidade de hidratos de carbono, principalmente glicose e frutose, garante uma rápida absorção pelo nosso organismo, fornedendo energia eficaz sem engordar tanto quanto os açúcares comerciais comuns.

Composição básica do mel:

Água: de 12,7% a 19,0%
Glicose: de 24,7 a 36,9%
Levulose: de 40,2 a 43,6%
Sacarose: de 00,0 a 10,1%
Cinzas:de 00,03 a 00,9%


Pólen:

Conhecido também como o pão das abelhas, o pólen é um produto riquíssimo em proteínas, vitaminas e hormônios de crescimento, encerrando todos os elementos indispensáveis à vida dos organismos vivos. Sua importância é tanta que basta dizer que, na falta de pólen, as abelhas não sobrevivem. É um produto tão perfeito que, até hoje, o homem não conseguiu elaborar um substituto que pudesse ser fornecido às abelhas.

Apesar de ser riquíssimo em vitaminas (principalmente A e P), proteínas e hormônios, o pólen ainda não é muito empregado como produto medicinal. No entanto, pesquisadores soviéticos asseguram que o pólen apresenta ação eficaz nos casos de anemia, regulariza o funcionamento dos intestinos, abre o apetite, aumenta a capacidade de trabalhar, baixa a pressão arterial e aumenta a taxa de hemoglobina no sangue.

Indicações:

Fortificante geral para desgaste físico e intelectual;
Descongestiona a próstata, rins e fígado;
Melhora a pele e fortifica os cabelos;
Estimula o pâncreas, combatendo o diabetes;
Favorece a fertilidade;
Nos transtornos de gravidez e menopausa;
Nas afecções orgânicas funcionais (coração, estômago, vesícula e digestão).
Níveis de Vitaminas:

Vitamina A- 50 mg
Vitamina B1- 10 mg
Vitamina B2- 10 mg
Vitamina B3- 20 mg
Vitamina B5- 120 mg
Vitamina B6- 05 mg
Vitamina C- 08 mg
Vitamina E- 100 mg
Vitamina P- 50mg
Colina - 690 mg


Geléia Real:

É um produto natural, secretado pelas glândulas hipofaringeanas das abelhas jovens (com 3 a 12 dias de vida adulta) e contém notáveis quantidades de proteínas (43a 48%), lipídeos (8 a 11%), carboidratos, vitaminas, hormônios, enzima, substâncias minerais, fatores vitais específicos, substâncias biocatalisadoras nos processos de regeneração das células que desenvolve uma importante ação fisiológica. Na colméia, é utilizada na alimentação das larvas de abelhas operárias até o terceiro dia de vida, e das larvas dos zangões.

Indiscutivelmente na natureza não tem outro alimento tão rico e poderoso como a geléia real. Mas, este produto é mais conhecido como alimento por excelência, da rainha. Pode-se dizer que, graças a geléia real a abelha rainha é superior, em relação às operárias.

A rainha que é alimentada com a geléia durante toda sua vida, atinge o dobro do tamanho da operária, possui um aparelho sexual desenvolvido que lhe permite uma fecundação extraordinária e a sua vida é longa (chega até a cinco anos), enquanto a vida média das operárias é de 5 a 6 semanas.

É um alimento semelhante ao mel. É uma substância fluida e clara, ligeiramente aromática e adstringente. Sua produção é lucrativa, mas depende de conhecimentos especiais. Para o homem, a geléia real tem ação vitalizadora e estimulante do organismo, aumenta o apetite e tem comprovado efeito antigripal. Não se conhece, na biologia e medicina, outra substância com semelhante efeito sobre o crescimento, longetividade e reprodução das espécies.

É utilizada pelo homem na fabricação de cosméticos para a pele, ajuda no desenvolvimento mental da criança, no tratamento do raquitismo (fraqueza dos ossos), regulariza as funções do sistema nervoso, cardiovascular, aparelhos respiratórios, digestivos, rins, fígado e diminui o stress.

Composição química da geléia real:

Agua: 66%
Glicídeos: 14% Composição científica da geléia real:

Vitaminas B1, B2 e B6;
Biofina;
Inositol
Á cido Fólico;
Traços de vitamina C;
Aminoácidos
Oligoelementos minerais.
Protídeos: 10%
Lipídeos: 6%
Outras: 3%

Própolis:

Constituída de resinas vegetais que as abelhas coletam de determinadas árvores, cera, pólen e ácidos e gorduras, a própolis é uma substância que as abelhas processam para fechar frestas da colméia, soldar peças e componentes móveis da sua moradia e ainda, diminuir a entrada do alvado nas épocas frias. A própolis garante a pureza e higiene das abelhas e de seu habitat. As campeiras são obrigadas, ao entrar ou sair da colméia, a passar por um corredor revestido de própolis, o que é um verdadeiro banho desinfetante. Com essa operação de limpeza elas são desinfetadas das bactérias que são destruídas pela própolis. As virtudes terapêuticas desse produto das abelhas são relatadas através da história. Os egípcios a usavam para embalsamar mortos antes de enfaixá-los. Sua ação bacteriana ajudou na conservação dos corpos.

Seu maior interesse para o homem, no entanto, é sua ação antibiótica e anti-séptica. As abelhas empregam a própolis para impermeabilizar e envernizar as paredes da colméia. Além disso, qualquer corpo estranho (pequenos animais mortos, como camundongo) que não consiga remover para fora da colméia, é encapado com uma camada de própolis para impedir ou retardar o processo de putrefação. Dessa forma, o cadáver do animal fica mumificado com a camada de própolis e seu processo de decomposição é retardado por vários anos.

Além de propriedades antibióticas, a própolis apresenta ação imunológica, anestésica, cicatrizante e antiinflamatória. Comercialmente, a própolis é vendida em solução, e em concentrações variáveis. O produto foi testado experimentalmente e aprovado em doenças como faringites, câncer de garganta, pulmão e infecções gerais, em diferentes concentrações.

Outras doenças comuns que são tratadas com a própolis: acne, calos, dermatose, verrugas, urticárias, queimaduras, eczemas, furúnculos, herpes, amigdalite, faringite, laringite, piorréia, aftas, rouquidão, cistite, corrimento, prostatite, vaginite, gripe, tosse, bronquite, úlcera, halitose, colite, etc. A própolis, sem dúvida, é um dos produtos apícolas de maior eficácia, quanto aos princípios ativos transmitidos da planta ao homem.

Composição média da Própolis:

Resinas e balsamos - 55%;
Cera - 30%;
Ó leos essenciais - 10%;
Pólen e outras substâncias - 5%.


Cera:

A cera é elaborada pelas abelhas para a construção e manutenção dos favos (que servem para depósito de mel) de suas colméias, também é aproveitada pelo homem. Segundo estudos científicos, a abelha para produzir 1 (um) Kg. de cera consome em média 7 a 8 Kg. de mel.

Esse material é utilizado na fabricação de velas com a vantagem de serem aromáticas. Da cera produzida pelas abelhas o homem também usa para fabricar lápis de cor, confecção de cosméticos, produtos farmacêuticos e odontológicos, tintas, lentes telescópicas, mobiliário, material de depilação, para fazer impermeabilizantes, etc.

Apitoxina:

Apesar de ser um produto letal para o homem, quando aplicado em grandes proporções, o veneno das abelhas é um consagrado medicamento contra diversos distúrbios e afecções. Em países como Estados Unidos e Rússia, o veneno das abelhas é um remédio popular indicado contra várias doenças. Sem dúvida, o tratamento contra reumatismo, à base dessa substância é bastante conhecido. Mas a "apitoxina", como é conhecido o veneno, é empregada com sucesso em tratamento contra nefrites e nevralgias, nas afecções cutâneas, doenças oftálmicas, na redução da taxa de colesterol no sangue e contra a hipertensão arterial.

No Brasil, a apitoxina é praticamente desconhecida. Nos Estados Unidos ela é administrada por meio de picadas naturais das abelhas, injeções subcutâneas, pomadas, inalações e até mesmo por comprimidos.

Fonte: Apiário Flor do Mel